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Mostrando postagens de julho, 2016

f s t

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Um desenrolar.  Engatinhando sob o asfalto, me perco no caminho. Onde minhas mãos não chegam, sinto os pés flutuarem. A brisa, é vento, e o vento, é furação. A cada passo, sinto as articulações se soltarem como se, de repente, fossem feitas de gelatina, ou de vontade de viver. Sutil e breve. Mas, de alguma forma, consistente.  Ao deslocar as mãos sob o furação sinto gotas se soltarem no ar. De mim, para o mundo. Um movimento específico e determinado. Marcado, como as lágrimas que escorrem, certas de nunca mais voltarem. A distância Marca o caminho Delimita minha força E prova o fim. Quando consigo ficar completamente em pé sei que ainda estou aqui. No mais, sinto as rugas, que nunca viram, se aproximarem. Os dedos se contorcem.  No decorrer persisto a fim de está lá. De poder olhar para frente antes de fechar os olhos. Persisto a fim de saber quem foi, se foi, como foi... Um desenrolar sem ruído. Espero por raios e trovões. Vou ao som de nada.

Outside in the box

A brutalidade está ao redor. Está posta como piso no chão. Em todo lugar. Caminho, e olho bem pro chão, seria um risco encarar as pessoas (erradas). Ao meu lado, o medo caminha. Virou meu amigo. Ou inimigo. Virei quem nunca fui Para sobreviver. O lado de fora é um risco. É um risco no chão. É risco branco. É um risco. É um desatino ir até lá. Na certa, Ainda sobrevivo por ter medo. Amigo ou inimigo Ele me conserva. Se isso for viver, Quando isso for viver, Direi que vivi. Enquanto isso, Permaneço aqui. De cabeça baixa. Enterrada no asfalto. Espero que a vida passe rápido. Para poder ser quem sou.