Escorria pela cadeira. Um ar de pretensão, associado ao desejo de me refazer enquanto pessoa. Com toda a compostura, que nunca tive, admiti que poderia ser minha grande chance. Olhando atentamente para o painel, tive certeza, era minha vez! No meio do desespero, com todas as ressalvas já feitas, cheguei a conclusão, não seria capaz de me mover até perceber o sinal. Deveria ser claro, caso contrário, eu não me daria ao trabalho de levantar. Com toda a certeza que poderia ter respirei fundo. Era chegada a hora de me colocar diante do mundo, enfrentar as realidades sem me perverter, ou perder a compostura, nunca adquirida. Fui pega em flagrante quando me dei conta do tamanho da bolsa que carregava. Eu não sei bem como, mas saí de casa com uma mala. Uma mala. Tudo para carregar uma carteira. A tal compostura, que nunca tive, foi ficando cada vez mais longe. Eu estava de havaianas. Claro que não fazia sentido carregar essa mala enorme. A compostura indo embora de vez. Eu tive a cer...