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mil metros

do mar não se vê as janelas do mar não se vê as grades sobrevoo o mar pela terra mil metros acima e o sangue escorre do mar não se vê os olhos tristes de quem chora e rega com desespero os dias que se passam mil metros acima do mar

o emergir da língua

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Sem título, Manubu Mabe, 1998. do mar nasceu a língua a língua não veio das estantes veio do mar do cruzamento das ondas os tempos se encontram no mar no levantar das ondas a língua nasceu da espuma do mar