Entre Espaços
tenho tencionado abdicar desse percurso e da falta da mão que antes me cobria para seguir mais amena ou cheia do que desconheço por habitar em uma certeza duvidosa e latente como a alma que me prende aqui nessa baixada que é te ver flutuar soberano pequeno e quase morto quase lá onde não me cabe o corpo nem o olho nem um traçado da dor que me corta sete vezes ao dia fico por acreditar na miséria do mundo como a possível salvação que nunca veio e caminho pisando em ovos de serpentes garantindo tudo e nada que conservo em vida na dureza das pedras que hoje cobrem o corpo dela vejo as nuances que tracejam sobre nós e o repúdio com que me movimento cristaliza o não que brota todas às vezes que mastigo a angústia por medo por medo de admitir sua morte