Fora da Caixa

As sobras são tão inevitáveis.
Somos tão relevantes diante desse nada, diante desse que já é um vazio tão grande e desesperado. Aos gênios, um brinde de lama por tamanha bravura. Ao inocentes, uma taça de sangue por tamanha nobreza.
Requer, e com urgência, que a boca diga algo. Sendo necessário abarcar o que, agora, parece impossível, percebendo os lugares e suas mobilidades dentro de uma sensatez (quando não descarada) ao menos mascarada de abrigo. Mesmo que as suas asas nunca batam, ou cheguem a saber o quanto é um lar, a sua coragem é fugaz. Ela é verde. Verde. Tão verde quanto tudo que já morreu.
Com uma data definida, e um início tão esperado, está de pé, diante das montanhas, é sobreviver ao vento. Se concentrar em não negar, e saber, que mesmo quando o nada for seu tudo, será o mais perto de mim, de ti e dos que já não moram em nós, que chegará. 
Se encostar a cabeça em qualquer lugar é dormir, então levantar-se é simplesmente existir. Se existir for isso, está morto é não ser incompatível com a realidade. 

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