vinteseis de maio de doismilemorreu
Permanecer intacta.
Quando o olhar fere, tudo já se perdeu.
A capacidade de reverter qualquer abraço em punhaladas, comprova o desespero que é está vivo. Para morrer, é preciso está vivo.
Para amar, é preciso morrer.
Permanecer de pé.
Mãos sobre os olhos não dão segurança e carícias em espinhos, não são conforto.
Sua penosidade na minha vida, não é amor.
A certeza da incredulidade no mundo tem sido o passo mais firme.
Permanecer ao lado da maca.
Se foi. Se desse para voltar, seria carregada. E mesmo assim não estaria inteira.
Não é mais possível ser.
Se foi.
Permanecer no mundo.
Permanecer.
Não se pode mais viver.
Não se pode mais respirar.
Um tiro.
Pra fora.
Fora da casa.
Da caixa.
Fora.
Onde ser você, já é morrer.